Pra que time? Eu e meu chapa Brum estávamos tomando uma cerveja no Bexiga, esperando a hora de começar o show. De repente, puta esporro. Era um jogo de futebol. Disse ao Brum: não consigo prestar atenção nessa merda, nem forçando a barra. Me respondeu o Brum: Ouvi do Marcelo Mirisola, que quando perguntam a ele pra qual time ele torce, ele responde: - Torço pra que um dia acabe o futebol.
Escrito por Fabinho às 06h28
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Toquei por aí 
ONE - Eu, Luís, Sergião e Tognolli, no Aurora. Foto do Luís Felipe Ogro 
Eu, Caio Dohogne, Marcelo Montenegro e Fabio Brum no Tranqueiras Líricas - música nossa e poesia do Marcelo 
Eu, Brum e Clarah Averbuck, galeria Coletivo 
Eu, Rick e Mário - Saco de Ratos em Maringá 
(cansei de escrever eu), Flavinho Vajman tocando gaita e um cara que eu não sei quem é na bateria
Escrito por Fabinho às 04h01
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Eu vi por aí 
Cara na marginal 
Cachorro de saco cheio no trânsito 
Lagartixa que assustou minha mãe e divertiu meu filho 
Maresias, pouco antes d'eu ir tocar num bar 
Hã... uma flor no quintal da minha prima 
Dia de chuva no trampo 
Cara tocando teclado no centro 
A batata tá triste 
O barulho que faz quando fecha o caixão 
Cacas atrás do palco no Café The Wall 
O tomatinho tá saliente 
Trecos ultrabregas num posto de estrada em Minas 
Grafitti dando tchau pra velhinha descendo a Brigadeiro Luis Antônio 
Carroça em alguma cidadezinha do interior de SP 
Parquinho
Escrito por Fabinho às 03h49
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Na boa(zinha) 
Fui tocar com um certo guitarrista fanático por Boazinha, numa cidade perto de SP. Tudo numa boa, som bacana, público legal, canjas espertas. Tocamos até o dono do bar literalmente puxar os amplificadores da tomada. Acabado o show, estamos desmontando o palco, um dos barmen faz uma brincadeira: taca uma pedrinha de gelo na nuca do guitarrista. Garrafa e meia de pinga na cuca, o guitarra pega o pedestal da caixa de som e joga por cima do balcão, mirando o barman. Errou. Pega uma cadeira, tenta atirar ela também, eu seguro. A próxima cadeira também. Aí seguro o cara num abraço de urso, e digo: - tá louco, cara? Um babaca bêbado vem tomar as dores do barman. Ainda segurando o guitarrista, dou uma cotovelada no nariz do trouxa. Ele cai, mas levanta. Outra cotovelada, mais forte. Nova queda do panaca, e dessa vez eu digo pra ele ficar no chão. Nessas, o guitarrista se desvencilha de mim e vai pra cima do mané. Deixo, porque se eu segurasse ele, o otário iria aproveitar e lhe acertar um soco na cara. Como sói acontecer em tretas de bar, você segura seu amigo bêbado, tentando evitar briga, o idiota acerta um direto na cara do seu chapa. Então deixo rolar. Não quebro o tonto porque não sei qual é a dele no bar, e quando rola encrenca fora de SP, é necessário jogar xadrez. Chamo por ajuda, aparecem dois seguranças, apartam a merda. Achei que na sequência viriam todos os seis garçons, os dois barmen, os seguranças e mais alguns encostos pra quebrar este que vos escreve e o guitarrista. Uns dois eu pego, na base do dedo no olho e outro golpe baixo qualquer, mas mais que isso não dá. O guitarrista, encharcado, pouco ou nada ajudaria. Mais atrapalharia do que outra coisa. Passo a língua pelos dentes, lembrando do gosto de sangue pós porrada na boca. Mas, graças a Deus, não pegou nada. Quando vejo, o zé buceta que veio pra cima já tá abraçado com o guitarrista no balcão, pagando mais uma dose de Boazinha pra ele. Ah, foda-se.
Escrito por Fabinho às 10h53
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