Madrugada de sexta pra sabado, me param num comando policial. Tinha bebido umas, encontrando amigos antigos. Umas, suficientes pra fazer a porra do bafometro virar um tocador de mp3 e tocar "se você pensa que cachaça é água", se não explodisse na cara do tira, quando eu assoprasse. Uma das policiais tinha meu sobrenome, com um t a menos. Gente boníssima, me livrou do que seria apreensão, chá de delegacia e quem sabe até uma estadia no corró. No dia seguinte, na padoca, encosta uma viatura, desce o tira, pede um conhaque duplo, emborca, agradece e sai sem pagar. Pra parar outros caras e botar na cara deles um teste no qual ele mesmo não passa.
Eu não tinha vontade de escrever porra nenhuma aqui, sobre essa merda. Mas pintou esse show. Meus amigos, por favor vão. Eu estou pedindo.
Caros,
Faremos na quinta-feira próxima, dia 10 de dezembro, uma homenagem ao nosso grande amigo, colega de palco & de copo, além de tantas outras, o dramaturgo Mário Bortolotto.
Como acreditamos, o Rei da Ralé (letra e música de Renato Fernandes e frequentadora assídua do repertório da sua banda, a Saco de Ratos) se safa dessa, e estará em breve à nossa mesa novamente. Contudo, algumas despesas não irão perdoá-lo até que isso aconteça. Existe, por conta delas, toda uma mobilização para arrecadar fundos.
Nesta quinta-feira invadiremos o palco do Café Aurora com bilheteria revertida integralmente para o cara e presença confirmada de integrantes de diversas bandas, como Saco de Ratos, Fábrica de Animais, La Carne, Velhas Virgens e outras. Enfim, uma imperdível jam session.
O Café Aurora fica na Rua 13 de Maio, nº 112 – Bixiga - (11) 3255 5564. A bagunça começa a esquentar por volta das 23 horas. Ingresso R$ 10,00.
Pedimos aos amigos que compareçam e ajudem a divulgar. Àqueles que gostariam de fazer alguma contribuição e não poderão comparecer ao evento, segue dados bancários para depósito.
Cristiane do Carmo Viana Banco: Unibanco Agência: 0935 Conta poupança: 127721-6
A direção de Santa Casa também está necessitando de doadores de sangue que devem se dirigir à própria entidade situada à rua Cesário Motta Jr, 112 - Vila Buarque. Tel: 2176-7000.
Eu e meu chapa Brum estávamos tomando uma cerveja no Bexiga, esperando a hora de começar o show. De repente, puta esporro. Era um jogo de futebol. Disse ao Brum: não consigo prestar atenção nessa merda, nem forçando a barra. Me respondeu o Brum: Ouvi do Marcelo Mirisola, que quando perguntam a ele pra qual time ele torce, ele responde:
Ouvindo a rádio CBN indio pro trampo ouço que um dentista em Brasília arrancou todos os dentes de um paciente retardado. Dois tavam podres, o resto tava bom. Arrancou sei lá por quê, a porra da notícia não diz. Diz só que o cara arrancou e não precisava arrancar, e que o agora desdentado era débil mental. Agora vou lamber uma gilete e ir dormir.
Fui tocar com um certo guitarrista fanático por Boazinha, numa cidade perto de SP. Tudo numa boa, som bacana, público legal, canjas espertas. Tocamos até o dono do bar literalmente puxar os amplificadores da tomada. Acabado o show, estamos desmontando o palco, um dos barmen faz uma brincadeira: taca uma pedrinha de gelo na nuca do guitarrista. Garrafa e meia de pinga na cuca, o guitarra pega o pedestal da caixa de som e joga por cima do balcão, mirando o barman. Errou. Pega uma cadeira, tenta atirar ela também, eu seguro. A próxima cadeira também. Aí seguro o cara num abraço de urso, e digo: - tá louco, cara?
Um babaca bêbado vem tomar as dores do barman. Ainda segurando o guitarrista, dou uma cotovelada no nariz do trouxa. Ele cai, mas levanta. Outra cotovelada, mais forte. Nova queda do panaca, e dessa vez eu digo pra ele ficar no chão. Nessas, o guitarrista se desvencilha de mim e vai pra cima do mané. Deixo, porque se eu segurasse ele, o otário iria aproveitar e lhe acertar um soco na cara. Como sói acontecer em tretas de bar, você segura seu amigo bêbado, tentando evitar briga, o idiota acerta um direto na cara do seu chapa. Então deixo rolar. Não quebro o tonto porque não sei qual é a dele no bar, e quando rola encrenca fora de SP, é necessário jogar xadrez.
Chamo por ajuda, aparecem dois seguranças, apartam a merda. Achei que na sequência viriam todos os seis garçons, os dois barmen, os seguranças e mais alguns encostos pra quebrar este que vos escreve e o guitarrista. Uns dois eu pego, na base do dedo no olho e outro golpe baixo qualquer, mas mais que isso não dá. O guitarrista, encharcado, pouco ou nada ajudaria. Mais atrapalharia do que outra coisa. Passo a língua pelos dentes, lembrando do gosto de sangue pós porrada na boca. Mas, graças a Deus, não pegou nada. Quando vejo, o zé buceta que veio pra cima já tá abraçado com o guitarrista no balcão, pagando mais uma dose de Boazinha pra ele. Ah, foda-se.